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Entrevista com o Grupo Viralataz – “A inspiração vem de diversas formas”

Quantos integrantes formam o grupo?

São 3 integrantes :

Luiz Bongiolo (DJ Jazzy Joint)

Raphael dos Santos (Loco – Vocal)

Gustavo Vianna (Negão – Vocal)

Quando o grupo teve início e há quanto tempo estão juntos?

O Viralataz foi fundado no final de 2011, estamos há quase 5 anos em atividade.

Já se conheciam antes da formação do grupo ou foram se conhecendo e formando aos poucos?

O Raphael junto com o Beatmaker Gustavo Constantin (Cuzco) fundou o grupo no final de 2011. Em 2012 conheceram o Luiz e no mesmo ano também conheceram o Gustavo Vianna.

Porque o nome Viralataz?

O Gustavo Constantin (Cuzco) fazia instrumentais para os videos de skate que filmávamos na época e nomeava os beats como viralatabeatz por causa do seu apelido como beatmaker “Cuzco”

Contem como foi o começo da carreira de vocês.

O começo foi bem despretensioso, só queríamos fazer alguns beats pra rimar depois da sessão de skate, até que um dia o Cuzco fez um instrumental tão foda que pensamos em gravar uma música. Menos de um ano depois o grupo já estava formado e pouco tempo depois já estávamos  na estrada fazendo shows. Apesar dos quase 5 anos que estamos juntos, pra nós, ainda é só o começo da nossa carreira.

 

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Como vocês veem a cena do rap hoje no Rio Grande do Sul?

Hoje tem muitos grupos bons, trabalhando bastante e se destacando na cena de maneira positiva. O movimento mudou muito de 5 anos pra cá. Desde que começamos, acompanhamos também a evolução dos que começaram mais ou menos na mesma época.

Em questão de qualidade, tem muita gente boa representando o estado cada vez mais. E não são só os grupos de rap que movimentam a cena, existe alguns eventos e festas que também fortalecem o movimento local mas ainda assim, além da falta de espaço nas grandes casas, existe aquela supervalorização dos artistas de fora.

Onde vocês costumam a fazer mais apresentações e qual a cidade que mais gostaram de tocar? 

A pista do IAPI é aonde realizamos shows com mais frequência. Sempre é muito bom tocar em Porto Alegre, mas sem dúvidas a recepção fora da capital é sempre diferenciada.

Quais as referências do grupo na hora de compor? Onde buscam inspiração?

O grupo é bastante eclético, escutamos de tudo um pouco dos clássicos nacionais aos lançamentos internacionais. Para produzir os instrumentais são horas e horas escutando discos e analisando possíveis “samples”.

A inspiração vem de diversas formas, na sessão de skate, no role com os amigos, nosso dia-a-dia é a maior fonte de inspiração.

E quais os temas que vocês mais costumam abordar nas suas músicas?

Já falamos sobre diversos temas, geralmente são historias vividas, cantamos sobre nosso dia-a-dia, muita coisa baseada no que aprendemos passando mais tempo na rua do que dentro de casa, como um vira-lata.

Quantos discos o grupo possui e como está a repercussão do disco atual?

Estamos trabalhando no nosso primeiro disco oficial, que está com o lançamento previsto para novembro. No final de em 2013, lançamos nossa primeira mixtape e recentemente soltamos a “Lost Tapes”, que contém seis faixas que não estarão no disco.

A “Lost Tapes” foi lançada dia 30 de junho e está sendo bem aceita pelo nosso publico, algumas tracks o pessoal já tinha escutado nos shows quando rolava uma palhinha.

Lendo um pouco sobre a banda, vi que a ligação com o skate é bastante grande. Vocês acham que o som de vocês reflete um pouco do estilo do skate também?

O skate reflete diretamente no nosso som, assim como um skatista vê a cidade com outros olhos, não é diferente quando se trata de música. Cada verso é uma manobra e o show é o campeonato. Mas no grupo, quem anda de skate mesmo são só o Jazzy e o Loco, o Negão anda de bicicleta (hahahaha)

 

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Falando um pouco de skate, como vocês enxergam o cenário global do esporte

Apesar do seu histórico marginal, hoje em dia existem milhões de praticantes devido a influência que a cultura do skate tem no mundo todo. Hoje em dia o skate está nos comerciais , estampados em outdoors de grandes marcas e movimentando o mercado de diversas formas. A cultura urbana em geral faz tempo que está na “moda’’.

O que acham dessa entrada de grandes marcas, que não tinham ligação nenhuma com o skate, como patrocinadoras de atletas e grandes eventos? 

Ajuda ou pode atrapalhar?

Grandes campeonatos e Mega-empresas estão gerando boas oportunidades pros atletas viverem somente do skate e isso com certeza é muito bom. Mesmo assim sempre vai existir a marca sangue-suga que entra no mercado somente pelo business, mas trazer benefícios para o esporte e para os atletas é uma forma de ajudar e muito quem realmente trabalha sério com o skate.

Prevalece aquele diatado “real recognize real”…

O verdadeiro sabe quem é de verdade.

Vocês são uma banda independente? Qual a opinião de vocês com relação ao mercado fonográfico no Brasil e o espaço dado para o rap?

O fato de não termos nenhum tipo de patrocínio ou qualquer tipo de ajuda financeira para produção das músicas nos torna um grupo independente.

O mercado fonográfico desde sempre é muito comercial, grandes gravadoras querem músicas que vendam e o Rap atingiu uma grande fatia do mercado com artistas do gênero mais “Pop”. Hoje em dia o Rap é trilha de novela da globo e isso não é ruim, ajuda o Hip Hop a ganhar mais público e espaço no mercado.

Quais os planos para o futuro do grupo?

Estamos em processo de produção do nosso primeiro EP que provavelmente vai sair no final do ano. Em breve lançaremos um single com direito a vídeo clipe de uma faixa inédita. Estamos também finalizando nosso primeiro disco oficial, mas já pensando nos próximos álbuns. Ainda temos muito trabalho pela frente.

Os discos de vocês estão disponíveis para download? Se sim, deixa o link aí pra galera.

-LOST TAPES

DOWNLOAD NO SOUNDCLOUD:

Pra finalizar, deixem um recado pra galera. O espaço é livre para falar o que quiserem.

Primeiramente gostaríamos de agradecer o espaço e deixar o salve pro pessoal que se identifica e apóia nosso trabalho.

Pra saber mais sobre o grupo acessem:

Twitter @viralataz

Instagram @viralataz

Facebook.com/viralataz

Soundclound.com/viralataz

youtube.com/viralatazjazzyjoint

Confira abaixo o vídeo e mais algumas fotos do grupo:

Viralataz – Derua (ao vivo) @Embarcadero

Fotos: Camila Véras / Marcelo Liotti Jr. / Jhonny Marco

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Felipe Holman
Felipe Holman
Além de curtir skate desde muito tempo, é Publicitário, Designer Gráfico e também criador do projeto Maloka - Skate e Cultura Urbana.
http://www.malokaskate.com.br

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