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Projeto Social Skate: Educando através do esporte.

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O projeto Social Skate, liderado por Sandro Soares, o Testinha, juntamente com sua esposa, Leila Vieira, realiza projetos e oficinas voltados ao skate e outras atividades para crianças e adolescentes em Poá, no leste da zona metropolitana de São Paulo.

Em entrevista, Sandro Testinha fala um pouco da sua trajetória no skate e seu trabalho como educador na Fundação Casa, antiga FEBEM, que o motivou a fundar a ONG Social Skate e mantê-la até os dias de hoje.

Confira agora a entrevista onde Testinha nos conta com detalhes toda essa história.

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Fale um pouco da sua trajetória, do início no skate e do trabalho social até hoje.

Ando de skate há 25 anos e tudo começou como uma brincadeira, depois passou a ser um hobby e no fim se tornou um estilo de vida. De 1992 até 1998, eu fui competidor e corria campeonatos de skate. Faço parte daquela geração do Plano Collor, quando se instalou uma forte crise no país e estava tudo muito ruim para a cena do skate, tudo muito fraco. Mas bateu na veia, eu gostei e a gente insistiu em continuar andando. Pegamos o cenário do skate praticamente morto, acabado, e fomos reiniciando tudo.

Tenho orgulho de ter feito parte dessa geração, a gente chegou a fazer nossas próprias roupas, criar nossas próprias pistas porque não tinha nada que tem hoje. E, também pelo fato de não ter internet, ficava tudo ainda mais difícil, mas a gente queria isso, a gente ama isso e me orgulha bastante toda essa história.

Em 2000 a gente foi fazer uma apresentação na Fundação Casa, antiga FEBEM. Lá eu vi uma meninada parecida comigo, a única diferença que tinha de mim era o fato de que não tiveram a mesma oportunidade que eu tive, de conhecer o universo do skate, que abre mente e dá vontade de conhecer mais coisas e lugares. Então martelou na cabeça que eu queria ajudar lá, ensinar skate e dar a oportunidade para que aqueles meninos de conhecer o que eu conheci.

Assim, eu fiquei lá na Fundação Casa de 2000 até 2010, ano em que terminou o projeto que eu realizava lá dentro, e então eu resolvi montar minha própria entidade, porque assim como outros projetos, o que eu realizava na Fundação terminou por causa de troca de governos e como eu não queria mais ficar a mercê de poder público nenhum, resolvi criar algo que o governo não interferisse.

Dessa forma nasceu a ONG Social Skate em 2011, estamos aí até hoje e vai até o fim da vida.

 

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Hoje o Projeto Social Skate vem trabalhando e ajudando um grande número de jovens. Como é o dia a dia do funcionamento da ONG e como se dá o envolvimento dos jovens com o projeto?

O projeto começou com duas rampas de skate na rua, não tinha pretensão de ser um grande projeto, era algo apenas para meus filhos andarem. Como ficava na rua, e isso chama a atenção, a criançada foi chegando e perguntando se podia andar, se podia dar uma volta de skate.

Assim, minha esposa Leila, que é pedagoga, falou então para cadastrarmos essas crianças que estavam participando do projeto e acompanharmos a vida escolar delas também. O skate é legal mas precisávamos saber se eles estavam estudando e procurar saber como estava a vida estudantil, educacional e familiar dessas crianças. Dessa forma, criamos um cadastro e começamos a fazer as ações aqui na rua da ONG.

Isso foi até 2012. Pertinho de 2013 veio uma reforma no bairro que tirou o asfalto da rua e colocou bloquete, que é um tipo de paralelepípedo, fazendo com que tivéssemos de nos mudar para uma quadra poliesportiva no fim da rua. Quadra essa que estava meio abandonada e rolava tráfico de drogas.

A gente chegou lá e conversou com a rapaziada, que entendeu e pacificamente saiu do local, possibilitando que a gente ocupasse a quadra e levasse os obstáculos todo final de semana pra molecada participar e andar de skate. Durante a semana a gente não faz atividade com skate por conta de incentivar eles a frequentar a escola e estar perto de suas famílias.

Também fazemos algumas atividades esporádicas, temos alguns cursos profissionalizantes pra galera entre 16 e 17 anos, que começaram com a gente lá atrás. Também temos o cinema de rua, onde passamos em um telão alguns documentários, animações e filmes que a gente entende que tenham um cunho educativo.

Mas mesmo assim, sempre no decorrer da semana aparece um ou outro jovem pedindo alguma ajuda ou orientação, querendo bater um papo e assim é dia a dia aqui. Até porque a ONG é na nossa casa e estamos aqui direto e dispostos a atender quem bater na nossa porta.

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Quando tu ainda trabalhavas na Fundação Casa, como era a relação dos jovens contigo em comparação com os demais educadores lá dentro? O skate ajudou de que maneira na tua aproximação e contato com os jovens infratores?

O skate sempre atraiu a atenção de crianças, jovens e adolescentes, então na Fundação Casa não seria diferente. Todos gostavam, todos se sentiam atraídos e eu era muito bem recebido, porque além do projeto visar a educação daqueles jovens, também leva entretenimento, diversão, conhecimento e cultura que muitos deles não conheciam ainda.

Eu tinha toda a atenção deles e dava muita atenção também, durante os dez anos que rolou, rolou legal. Claro que, assim como aqui fora, um menino vai gostar mais de um cara que ensina skate do que de um professor de matemática, mas todos os instrutores de esporte eram muito bem recebidos.

Tem muita coisa que é mito dentro da Fundação Casa, de que se você entrou você está correndo risco e não tem nada disso. Eles estão ali e você está propondo o skate, não era uma coisa imposta para ninguém e quem quisesse participar, participava. Todos podiam fazer um teste para ver se gostavam e permaneciam na atividade, aqueles que não gostassem podiam participar de outras atividades. Lá na Fundação hoje em dia tem skate, dança de rua, teatro, música, cursos profissionalizantes, enfim, vai de cada um escolher e participar de determinada atividade ao seu gosto.

O skate particularmente foi muito bem aceito, a gente teve a oportunidade de levar lá pra dentro skatistas profissionais para se apresentar. O Chorão do Charlie Brown, quando era vivo, esteve lá em algumas oportunidades fazendo música e andando de skate com a molecada. Fazíamos também saídas, sob medidas judiciais, e fomos na Mega-Rampa, nos X-Games, quando teve uma etapa aqui no Brasil, enfim, tudo o que a gente podia proporcionar aqui fora a gente tentava proporcionar lá dentro também. Pena que o governo acabou com isso, mas têm males que vem para o bem, no fim do projeto na Fundação Casa a gente criou o Social Skate que é o projeto em que a gente acredita hoje.

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Essa orientação pedagógica que existe hoje no Projeto Social Skate existia também dentro da Fundação Casa? Como era realizado esse trabalho?

Sim, sem dúvida, claro que qualquer projeto governamental tem uma estrutura muito maior, não tem nem como comparar. O projeto Social Skate tem “0,0001%” do dinheiro, equipamento e profissionais envolvidos que tem na Fundação Casa. A única diferença é que o Social Skate é uma coisa feita mais por amor do que por dinheiro, afinal de contas dinheiro a gente não recebe aqui.

Além do acompanhamento pedagógico tinha também acompanhamento psicológico e tudo o que a lei obriga que tenha. Hoje o que a gente faz aqui é parecido, mas eu digo que é uma coisa mais de coração, a Leila trata cada um como se fosse seu filho e a gente tem um limite de inscritos para que possamos saber a história de cada um, o nome de cada um, para que os jovens não sejam apenas um número dentro da ONG. Diferente dos projetos governamentais, que devido a grande quantidade não se pode ter esse tipo de controle e tratamento. Essa é a nossa principal diferença com relação aos demais e torna o projeto mais “humano” vamos dizer assim.

 

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Após a tua saída da Fundação Casa e o encerramento do trabalho junto com os jovens através do skate, algum deles, após ter reconquistado sua liberdade, buscou a ONG para se envolver novamente e até mesmo ajudar no projeto?

Então, o número de participantes era muito grande na Fundação Casa e existia uma prática, meio que um “código de ética” que dizia que você não pode ter muito contato com o menino depois que ele sai de lá. Tem um menino que virou meu amigo, meu brother, o Michel Angelo, que começou a andar direto e entrou na cena skate, depois virou pai de família e se afastou um pouco. Hoje a gente segue sendo amigos, ele mora lá no centro de São Paulo é casado e tem os filhos dele lá.

Mas fora ele, não. De vez em quando eu encontro um, mas é que faz tanto tempo, faz cinco anos já que eu saí, que quando eu encontro o cara ele tá trabalhando, cuidando da família e eles me reconhecem, vêm falar comigo devido ao fato de eu pegar muita condução, eu pego muito trem, e no trem eu encontro um ou outro.

Cada vez que eu encontro um deles é legal porque eles fazem questão de frisar a importância de ter participado do projeto. O andar de skate é só um chamariz, não pode ser a via de fato, a partir do skate é que você dá um conselho, tem uma conversa, dá exemplos e são esses os ensinamentos que ele vai levar pra vida andando ou não de skate. Acho que isso é o mais importante, tanto nos projetos lá na Fundação como aqui na Social Skate a gente fala: ninguém quer fazer um campeão de skate, quer fazer um cidadão campeão e se não for seguir andando de skate, tranquilo.

Além de orientação pedagógica e aulas de Skate, o que mais o Projeto oferece para a galera que participa do Social Skate?

Aqui no projeto a gente trabalha muito a questão dos direitos e deveres, então eles têm deveres à cumprir. A gente tem contato tanto com a família como com as escolas dos participantes, pois eles têm que ter uma boa conduta tanto em casa como em sala de aula. Não adianta só ter boas notas mas quebrar tudo e arranjar briga na escola, isso não interessa pra nós. Esses são os deveres deles e eles têm que seguir nessa linha que a gente orienta para ter uma boa convivência onde for e assim continuar no projeto.

Mediante isso a gente faz um tipo de ranking dos jovens e quando chegam as doações de materiais das marcas e dos amigos, tanto material novo quanto usado, a gente fornece esses materiais para eles, como tênis, roupa, equipamentos de skate, passeios, que às vezes tem apenas dez vagas na Van, e isso tudo é definido pelo ranking que criamos. Assim, conforme a posição de cada um no ranking, cada participante tem direito a algum dos benefícios que proporcionamos.

É isso o que temos para oferecer além do que já foi citado, que é a amizade, o conselho, o ombro amigo e a orientação profissional. Já que tem uns que fazem parte do projeto desde 2011 e já estão conseguindo empregos por meio de indicações nossas.

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Enquanto pesquisava na internet, vi que tanto a rua onde as rampas e obstáculos eram instaladas quanto a quadra poliesportiva para onde vocês se deslocaram foram interditadas. Onde o projeto realiza suas atividades? E o tão sonhado galpão para fixar a ONG, já existe?

Na rua, trocaram o asfalto pelo bloquete, mas a quadra não, a quadra está rolando. A quadra tinha a questão que seria construído o rodoanel por cima e teríamos que inutilizar o local, mas ele acabou passando pelo lado e então a quadra sobrou.

A quadra hoje podemos chamar de um lugar abandonado, o poder público não investe lá e o pessoal do rodoanel que ia dar uma contrapartida e revitalizar o local também não revitalizou, mas tá bom, a quadra tem chão liso, tem telhado, e sabe, às vezes quanto menos o poder público estiver presente é até melhor, pois muitas vezes os caras trocam os pés pelas mãos e acabam fazendo besteira.

A gente vê aí lugares que tinham uma pista e foram reformados, mas acabou que o que já era ruim, ficou pior. Então é melhor que eles nem se envolvam, é melhor que fiquem de fora.

E isso, com relação ao skate, de não dar o devido valor e não fazer as coisas direito, acontece desde que eu me conheço por gente. Projetos de pistas públicas que começaram e não terminaram, coisa que acabou de repente, entre outra situações. Então aqui temos uma regra: político não se aproxima, não são muito bem-vindos aqui. Primeiro eles têm que fazer a lição de casa deles e isso os políticos brasileiros não vem fazendo há décadas. Não é só desse governo não, mas também de outros que vêm lá de trás.

Político que quer ajudar ONG tem que investir em educação, segurança, saúde, no trabalho da galera, e fazendo isso vão estar ajudando a gente. Nós só existimos porque eles não fazem a parte deles direito.

Quanto ao galpão, ainda não rolou. A gente tá batalhando, mas é muito caro o terreno e a construção da obra. A gente não desistiu e uma hora a gente vai pensar em alguma solução, a gente já resolveu tanta coisa e esse probleminha maior requer um pouco mais de tempo. Uma hora vai dar certo.

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O Projeto Social Skate conta atualmente com uma infraestrutura melhor depois da participação no programa Caldeirão do Huck e isso deve ter feito o número de participantes aumentar consideravelmente. Após essas melhorias, como está a correria dentro do projeto?

Depois da mega exposição na televisão com certeza aumentou, mas confesso que foi só logo depois do programa. Depois que o pessoal viu que a caminhada era a mesma, que ia ter que continuar botando rampinha, que teriam que seguir cumprindo com seus deveres, que o pé no chão e a humildade eram as mesmas, aí só ficou mesmo que gosta, quem estava com a gente.

Na época que o projeto passou na TV alguns acharam que iam virar artistas, que ia ter gravação de novo, entraram no projeto depois do programa e quando viram que não era bem assim, que aquilo era uma passagem, passou na TV e acabou, não continuaram.

No começo a gente saia na rua e todo mundo reconhecia. Hoje ninguém mais reconhece, a gente nunca teve essa pretensão também, nunca nos iludimos com isso. Então quem está aqui é quem a gente gosta, a gente limitou no máximo 100 participantes, tendo algumas ações que chegam a 150 porque a gente faz uma divulgação antes. Mas está bom assim, esse número pra gente está bom e se cada um num bairro ou numa cidade fizer uma ação que agregue 100 jovens, que frequentemente participem e adquiram os valores passados para eles, eu acho que é um tijolinho a mais nessa obra de melhorar o país.

E com essas melhorias alguns gastos acabam aumentando também. Porém, muitas outras pessoas querendo ajudar também devem ter aparecido. Depois de toda essa exposição, como estão as contribuições por parte da comunidade e outros envolvidos?

Aconteceu mais ou menos o que já foi dito na pergunta anterior, muitas pessoas apareceram dizendo que se tivessem começado a ajudar antes poderiam também ter aparecido, se referindo às roupas que eu estava usando e aos materiais que a gente utiliza, que eram dos nossos parceiros.

Então em um primeiro momento alguns vieram, mas depois se afastaram. Aqui mesmo continuam os de sempre, como a Drop Dead, a Cisco, a Mad Rats, agora a Qix tem chegado mais, a ÖUS, que está fazendo o modelo de tênis da ONG, é mais essa galera, um grupo seleto que ajuda, aventureiro vem e vai, os que estão com a gente são os de sempre.

Outra forma da gente se manter é com as vendas das camisetas, bazar, campanhas, isso quem ajuda mais não é CNPJ, é mais CPF. É mais pessoa física mesmo que procura nos ajudar e corre com a gente. Tudo é bem-vindo, se o cara trouxer um pacote de copos descartáveis, ele está ajudando ou se trouxer um único copinho vai estar ajudando também. A gente não recusa ajuda nenhuma, desde que seja vinda com boa energia e de coração.

 

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Daqui pra frente quais são os planos para o futuro da ONG a curto e longo prazo? Já existe algo planejado?

Os planos da ONG é continuar levando a educação, o esporte e a cultura aqui pra comunidade pra quem não tem acesso a isso, onde o poder público não chega, e dar uma oportunidade para essas pessoas. Porque o que a periferia oferece é a rua, a droga, a violência, a promiscuidade cada vez maior e a gente tem que dar uma contrapartida, uma opção de escolha para os jovens que precisam.

A droga não chega na boca ou no nariz de alguém sozinha, a pessoa tem que querer também. Em lugares onde não tem nenhum trabalho social sendo oferecido, a tendência da galera ir pro que a gente considera ruim é muito maior, agora aqui na nossa comunidade a gente tem oferecido uma opção, basta querer.

Tem menino que vem aqui mas com o fato de existir o dever a ser cumprido ele não quer participar, ele acaba indo onde só tem direitos, benefícios. Aqui na comunidade não tem como admitir que alguém chegue e fale que não teve oportunidade. O Social Skate está sempre de portas e braços abertos para todos, desde que sejam cumpridas o mínimo de regras que existem e que são as regras para viver em paz e em liberdade.

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Pra terminar, o que tu tens a dizer pra galera que está começando e também pra quem é envolvido com esse lado social do skate?

Eu não entro muito nesse debate de que tem que começar a andar de skate por amor ou falar da molecada começando a andar de skate já pensando no Street League, eu fico fora disso daí. A gente nem alimenta isso aqui. A gente vai às vezes pra assistir e se vai participar de competições, mas a gente já fala que nem se preocupe com querer ir pra final. A gente diz: ‘vai lá e se diverte’.

Eu sou meio que dessa geração de que quem ganhava campeonato ganhava um troféu e uma lixa. Então a gente nunca se iludiu muito com isso, a gente quer mais que o jovem saia e quando vá pra um campeonato longe, ele aprenda a se locomover, a pedir informação, interagir com pessoas desconhecidas, fazer novas amizades. Acho que esse é o real valor de se andar de skate. Essa história de ter que ser campeão, ser o melhor, a gente não ‘vende’ aqui. Se você for uma pessoa do bem você já vai ser o melhor.

Às vezes tem campeão que não é tão do bem. A gente não sabe a intimidade de cada um, não conhece o que tem por dentro da pessoa. Acho que tem que ser assim, essa é a nossa opinião.

E pra quem quer trabalhar com essa parte social, muita gente me procura, eu também sou muito transparente quanto a isso. Eu nunca escrevi um projeto, a gente não criou nada pensando em ser uma ONG e ter reconhecimento no país inteiro e fora também. A gente foi fazendo porque a gente achava que tinha que ser feito e a gente se sentia bem. Tem gente que chega aqui com um projeto, mas o cara já está na questão política e isso na minha opinião não vai dar certo. Político não vem bem intencionado, se a coisa não tem amor, não tem sentimento de verdade, vai naufragar, pode até navegar durante um tempo mas infelizmente o destino é naufragar.

É isso que eu tenho pra dizer: se é pra fazer, faz de verdade. Tem gente que já quer começar que nem o menino que a gente falou antes. Já quer ter o patrocínio para o projeto logo no começo. A gente não tem patrocínio até hoje, ninguém dá dinheiro aqui todo mês. A gente começou na rua, com duas rampas, o meu skate e uma fila de dez crianças pra andar. Fotografando e pondo na Rede Social. Quem viu e sentiu sinceridade no projeto veio ajudar.

O programa de televisão foi a mesma coisa, mandamos uma carta e três anos depois que apareceram aqui. Ficaram vendo a gente de longe pra ver se era aquilo mesmo que a gente escreveu e aí sim fizeram algo. Nós nem lembrávamos mais da carta, aconteceu porque a gente se manteve firme e com o pé no chão naquilo que a gente sempre foi e assim vai continuar.

Quem quiser saber mais sobre o Social Skate é só dar uma conferida nas redes sociais de projeto:

Facebook: ONG SOCIAL SKATE

Instagram: @socialskate 

E para quem quiser entrar em contato e também contribuir com o projeto o e-mail é:

socialskate@hotmail.com

Confira abaixo o vídeo e mais algumas fotos do que rola por lá:

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Fotos: Acervo Social Skate

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Felipe Holman
Felipe Holman
Além de curtir skate desde muito tempo, é Publicitário, Designer Gráfico e também criador do projeto Maloka - Skate e Cultura Urbana.
http://www.malokaskate.com.br

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